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Trombose Venosa Profunda

A trombose venosa profunda (TVP) é uma doença de alta incidência e um grande problema de saúde, visto sua alta morbidade. Afeta pacientes que teriam evolução benigna em cirurgias eletivas, partos, imobilizações ortopédicas e internações clínicas.

O adequado conhecimento de seus fatores de risco, sinais e sintomas não é exclusivo do cirurgião vascular e angiologista, mas sim imperioso a todas as especialidades clínicas e cirúrgicas. A profilaxia adequada para cada caso e a instituição precoce da terapêutica diminuem dramaticamente sua incidência e complicações.. A mais temida e letal, a embolia pulmonar, é a segunda causa cárdio-vascular de óbito nos Estados Unidos. Tardiamente, os transtornos da circulação venosa como manchas na pele, inchaços, varizes, dores e feridas como seqüela da trombose é grave problema sócio-econômico.

O quadro clínico é impreciso, sendo seu diagnóstico presuntivo comparável a um jogo de “cara-e-coroa”. O paciente pode apresentar dor difusa no membro, de início insidioso, inchaço assimétrico entre os membros inferiores, aumento da consistência muscular da perna acometida e dilatação aguda de veias antes não visíveis. Contudo, em aproximadamente metade dos casos, ela é assintomática. Atualmente, para elucidação diagnóstica, existe um método de boa acurácia e não invasivo. Consiste em uma ultrassonografia capaz de detectar parada do fluxo sangüíneo em determinado vaso e visibilizar trombos em seu interior. O ultrassom dopler ( ou duplex scan) é de fácil realização, porém, ainda não é disponível em todos os hospitais.

O tratamento da TVP deve ser instituído em todos os pacientes com alto grau de suspeição mesmo ainda sem diagnóstico pelo exame. Desta forma, os riscos de embolia pulmonar e de piores seqüelas são cada vez mais minorados.

Aqui, como em toda a medicina, vale a máxima: “ É melhor prevenir que remediar”. Assim, o uso de meias elásticas diariamente e, especialmente, em viagens de longas distâncias, exercícios físicos, não fumar e outras medidas são fundamentais para a profilaxia desta doença.

Siga as recomendações descritas e procure sempre um especialista para tirar suas dúvidas e, desta forma, viva melhor.


Dr. Hussein Amin Orra
Dra. Adriana Fudaba Orra

Cirurgiões Vasculares e Representantes do Colégio Brasileiro de Cirurgiões da Regional da Grande São Paulo.